
É preciso morrer muitas vezes, não no sentindo literal em si.
Deixar ir todas as impressões, percepções que criamos sobre as coisas, sobre o que é vida.
Morrer e chorar na permissão do que aquilo representou.
É preciso morrer muitas vezes.
A cada morte uma ressurreição.
Somos luz e sombra coabitando no mesmo corpo.
A sombra só reconhece a si mesmo, tal qual a luz e tal qual o amor.
Renascer é sair do apego da impressão que gerou uma personalidade.
Na morte desnudamos-nos para renascermos.
Num ciclo interminável do micro mundo para o macro mundo.
Amar a morte é entender sua vida.
Ivone